segunda-feira, 28 de junho de 2010

Sob os efeitos maléficos do álcool! (1)

Este episódio aconteceu no ano de 1991 (aproximadamente)!!
Tenho um amigo chamado Ivan, que por sinal, não o vejo a alguns anos!!
Pois bem! Costumávamos sair aos sábados pra curtir a "nigth".
Num destes dias, ficou combinado de eu passar na casa do Ivan pra fazermos uma espécie de "aquecimento" para a noite promissora. Ele tinha em casa, um estoque de bebidas variado; começamos com menta, depois cherry brand, e até wisky.
Saímos para a "caça" às garotas e começamos a andar pelo centro da cidade à procura de um bom lugar pra entrar e beber.
Passando pelo barzinho OPÇÃO 3 (hoje não existe mais, mas ficava na esquina da rua 3 com a José Bonifácio, em frente onde hoje é o EXTRA Hipermercado), vimos 3 garotas sentadas à mesa com a cabeça abaixada como se estivessem num tipo de jogo ou ritual, e isso para nós foi um "sinal"...  entramos e sentamos próximos a elas!!
Pedimos uma caipirinha de vodka cada um e uma dose de stanheguer pra acompanhar. Ah! E uma porção de batatas fritas pra não ficarmos de barriga vazia.
"- Ivan, esse 'ruim' tá subindo pra cabeça!!" - Comentei, sentindo que já estava ficando "chapado".
"-Ô loco, Pena! Você já tá ruim, mesmo, hein!!!  Já tá chamando RUM de RUIM...  e isso que nós estamos tomando não é rum... é stanheguer!! Hahaha!" - zombou o Ivan.
Tentamos o flerte com as senhoritas, mas sem sucesso. Logo elas foram embora e ficamos um pouco mais no bar, até que veio a "brilhante" idéia do Ivan, de sairmos sem pagar a conta!! É a "marvada" pinga fazendo efeito!!!
Estudamos o momento certo para a fuga, e aproveitaríamos o momento em que o garçom atendesse outra mesa e fosse buscar o pedido na cozinha. Ameaçamos sair umas 3 ou 4 vezes, mas o garçom retornava rápido ao seu posto, até que surgiu a oportunidade e nos levantamos da mesa, caminhamos até a porta do estabelecimento, paramos e olhamos para os dois lados da rua como se nada devêssemos e saímos caminhando calmamente até virarmos a esquina. Aí sim, nos colocamos a correr sem parar e nem olhar para trás!!!  Após virarmos algumas ruas e nos certificarmos que estava tudo bem, seguimos para outro local onde houvesse uma consistente concentração feminina.
Chegamos ao "Bar da Dona Maria" na avenida 36.  Pedimos uma porção de provolone à milanesa e uma Coca-Cola pra tentar abrandar o porre.
"- Acabou a Coca-Cola! Só tenho Fanta Laranja!" - disse o garçom.
"- Manda essa mesmo!" - Pedimos.
Bem, agora quero que imaginem qual é o resultado da mistura de bebedeira, com provolone à milanesa encharcada de óleo e fanta laranja!!
Não podia dar noutra coisa senão numa corrida para o banheiro e o chamado ao HUUUUGOOO!!!
Percebendo que eu demorava pra voltar o Ivan foi até lá pra ver se estava tudo bem. Só que o "viado", ao invés de me ajudar, pôs-se a rir e a zombar de mim!!!  hehehe...
Passado o "sufoco" voltei pra mesa e dali por diante, só tomei água.
Consigo me lembrar ainda do garçom que enquanto trazia a conta, reclamava do "serviço" que alguém tinha feito no banheiro.
"- Pois é! Como tem gente porca, não é mesmo?!" - comentou o Ivan, com tom de sarcasmo!! - " Os caras não sabem beber, e depois ficam fazendo sujeira por aí!".
Não me lembro ao certo como cheguei em casa. Mas com certeza a dor de cabeça e a ressaca  no dia seguinte estavam presentes! 
Qual foi a lição que aprendi nessa história? ...
Se beber muito...  não peça provolone à milanesa com Fanta!!  hehehe...

sexta-feira, 19 de março de 2010

Minha Infância na Praia Grande

Por volta dos meus 10 anos de idade, morei em alguns lugares do litoral paulista. As lembranças de hoje, me levam à Praia Grande, onde eu brincava livremente pelas ruas cobertas de areia.
Lembro-me que havia um grupo de garotos ao qual me juntei, que perambulava pelas feiras empurrando um carrinho construído com uma carcaça de geladeira e rodas de bicicleta ou ainda puxando um desses carrinhos de feira. Fazíamos "carreto" para as donas de casa que faziam suas compras. Meus companheiros faziam esses carretos pela necessidade de conseguir alguns trocados, porém, não deixavam de se divertir tanto quanto eu, que o fazia como se estivesse participando de uma brincadeira. No final do dia, juntávamos o dinheiro ganho e parte desse dinheiro era gasto com balas e doces; minha mãe sempre ficava intrigada querendo saber de que forma eu conseguia doces!
Outra brincadeira que gostávamos de fazer era dar cambalhotas em cima de uma montanha de areia que existia numa loja que vendia materiais de construção; tínhamos acesso fácil porque não haviam cercas ou muro nos impedindo. Mas certamente os donos não ficavam nada felizes ao encontrar os montes de areia praticamente espalhados pela rua.
Pegar "rabeira" em caminhões que passavam pela avenida principal, era outro "esporte" praticado por nós... Ficávamos esperando próximo a uma lombada, quando o caminhão era obrigado a diminuir sua velocidade, e seguíamos numa disputa pra ver quem conseguia chegar mais longe na carona!
Mas a brincadeira mais divertida acontecia nos finais de semana, quando tínhamos acesso à escola, pois éramos amigos do filho do caseiro; e vizinho à escola, existia um depósito de canos da Sabesp, que é semelhante ao DAAE aqui em Araraquara. Pois bem; pulávamos o muro da escola e invadíamos o depósito para brincar de "pega-pega" ou "polícia e ladrão" em cima dos canos de cerâmica e cimento que ficavam empilhados, formando um verdadeiro parque de diversões para nós. Lembro-me que numa das vezes, enquanto eu escalava uma pilha de canos, deixei cair algumas peças que por azar abrigavam um cacho de marimbondos. Era moleque pra tudo quanto é lado correndo pra se livrar dos marimbondos. Isso me rendeu uma picada dolorida na orelha! hehehe...
Outra coisa que me lembro, é que próximo ao muro que dividia a escola do depósito, havia uma árvore com um galho "perfeito" para nos pendurar e balançar. Porém, para alcançarmos o galho, era necessário um salto a partir do muro. E por eu ser um pouco medroso naquela época (talvez eu o seja até hoje!) hesitava para saltar. Certa vez, meus amigos, numa tentativa de me encorajar, me deram um "empurrãozinho" que somado ao meu impulso, resultaram numa força exagerada... consegui agarrar o galho, mas minha pernas passaram do ponto de balanço e foram arremessadas para o alto. Nessa hora soltei minha mãos do galho e fui ao chão, de costas. Alguns garotos que estavam presentes, se desesperaram quando viram que eu não conseguia respirar e fugiram para suas casas. Meus amigos, correram em meu auxílio, me ajudando a levantar e me acalmar, mas eu ainda não conseguia respirar e quase entrei em pânico também. Passado alguns instantes, minha respiração foi voltando ao normal; não sei quanto tempo fiquei sem conseguir respirar, mas me pareceu uma eternidade!
E se pensam que essas adversidades me traumatizaram, enganam-se; pois no fim de semana seguinte, lá estávamos para repetir as brincadeiras.
Atualmente, visito a Praia Grande no começo de dezembro todos os anos para os festejos em homenagem a Iemanjá, e apesar da paisagem da cidade estar muito mudada, tento reconhecer os lugares que me trazem tão boas lembranças desse período de minha infância. (Bons tempos!!!).

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

A Fuga do Plantão

Fiz o serviço militar obrigatório na Aeronáutica durante o ano de 1992, e posso dizer sem hesitar, que foi uma experiência inesquecível. Guardo na lembrança muitas aventuras e estórias engraçadas que vivi como soldado.
Eu me lembro que estava de serviço naquele dia, e o sargento da minha seção me convidou para a festa de aniversário de sua filha que completava quatro anos de idade.
- Mas eu estou de plantão hoje, sargento! Não posso sair do batalhão para ir até a vila dos sargentos!"
E o sargento Beretta, num tom de travessura respondeu:
- E daí? Você é um cara "safo", Pena. Sei que vai dar um jeito.
"Safo", é uma expressão usada entre os militares, que significa 'esperto', 'que sabe se virar'.
Bem, eu tinha que dar um jeito de ir, afinal, não queria perder a festa.
Durante o dia, consegui emprestado uma bicicleta, e pensei no meu "plano de fuga".
Só pra entenderem o meu problema, por volta das 20:00h eu deveria marcar na sala da guarda, o horário que eu faria plantão na madrugada. O plantão na sala da guarda começava às dez da noite e terminava às seis da manhã; um dos militares de serviço: o armeiro (eu), o corneteiro e o cabo de serviço, deveriam revezar por duas horas acordados e alertas (quem pegasse o primeiro horário, ficaria com o último plantão também).
Por volta das sete horas da noite, vesti o uniforme de educação física, enfiei na minha bolsa uma "roupa de festa", e parti de bicicleta para a vila dos sargentos, onde morava o sargento Beretta.
Ao passar pelo portão Sul da AFA, fiz uma parada para trocar de roupa (isso só foi possível porque os soldados de serviço eram da minha turma!) e depois segui por uma trilha no meio da mata que existe na cabeceira de uma das pistas de decolagem. O trajeto todo tem aproximadamente uns oito quilômetros.
Quando a festa estava ficando "boa", me lembrei que precisava assinalar o horário de meu plantão na sala da guarda. Pedi licença ao sargento e fiz a maratona de volta até o batalhão (precisei trocar de roupa de novo!).
- Ohhh Armeiro!! Onde você estava? Procurei por você a horas, pois não veio assinalar o seu horário!!
Só pra registrar, já era quase dez da noite!
Dei uma desculpa qualquer (e colou!), verifiquei que havia sobrado pra mim o horário entre duas e quatro da madruga (beleza... dá tempo de curtir mais um pouco da festa!); e segui novamente para a vila dos sargentos. Outra maratona...
Cheguei no horário para o serviço, mas sem condições de falar uma palavra sequer sem enrolar a língua.
Ao entrar na sala da guarda, respondi com um aceno e um grunhido ao cumprimento do sargento que ficaria comigo durante o plantão, e segui direto para a minha mesa (fazendo um esforço gigantesco pra não cambalear e denunciar meu estado de porre).
Por sorte, o sargento daquele plantão não era de muita conversa (coisa não muito comum) e ele se recostou na cadeira pra tirar um 'cochilo' (belo plantão!!); me equilibrei na cadeira e passei duas horas ali, quietinho, cochilando de vez em quando, até o plantão acabar.
Hoje dou boas risadas desse 'episódio', mas na época, eu poderia ter pego uma tremenda punição. Hahahaha....

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Inauguração

Não me lembro onde, mas certa vez li o seguinte: "Para que nossa existência não passe despercebida, devemos completar três tarefas durante a jornada da vida: plantar uma árvore, fazer um filho e escrever um livro!".
Bem... os dois primeiros itens para mim foram fáceis, espero que este blog complete a terceira tarefa!

Esta é minha publicação de inauguração do meu blog. Decidi escrevê-lo por dois motivos; o primeiro é que comecei a lecionar informática no Senac para uma turma de menores aprendizes, e a criação de um blog fazia parte do plano do curso. Então, como vou ensinar algo que não tenho experiência?? E aqui estamos!! O segundo motivo, foi o sentimento de querer escrever minhas estórias e poder relembrá-las através da leitura (sei que chegará o dia em que minha memória não estará em tão boa forma como hoje!) ou ainda talvez compartilhar com meus familiares e amigos; embora esta talvez seja a parte mais difícil: revelar às pessoas de meu convívio alguns trechos e sentimentos muito íntimos que certamente irão expor minhas fraquezas ou causar polêmica e críticas.
Um artigo na revista "Seleções Reader´s Digest" foi o empurrão que faltava pra eu começar a escrever. Lá conta que faz bem à saúde escrever e há várias dicas pra quem quer começar, seja como um hobbie ou até profissionalmente, o que não é minha pretensão. Mas vale a pena contar que várias pessoas começaram a escrever, publicaram suas memórias e fizeram sucesso aos 70 e 80 anos de idade. Quem sabe, não é?!!!

Boa Leitura.